Hoje foi um dia muito triste. Antes das nove da manhã recebi a notícia de um falecimento.
Nem era uma pessoa que eu conhecia bem. Na verdade só o vi duas vezes. Se não me engano em dois casamentos que aconteceram ano passado. Mas foi uma notícia que me chocou.
Ele, marido de uma colega do trabalho, sofreu um acidente na noite de ontem. A imprudência de um motorista de ônibus ao avançar um sinal pôs termo a vida de um trabalhador que estava tentando voltar pra casa pra rever sua esposa e filhos.
Sabe aquele casal feliz? Esse era um bom exemplo. Apesar dela ter seus trinta e poucos anos já estava casada há mais de dez anos. Nem parecia. O carinho que um tinha pelo outro era típico de namorados. Talvez fosse essa paixão responsável por ela estar sempre rindo, de bem com a vida, feliz. Essa paixão, que há muito já era amor e subsistia apesar da rotina, apesar dos problemas, também era responsável por dois filhos lindos e amáveis, duas crianças muito educadas e de tão tenra idade.
Então acontece. Um acidente de trânsito faz com que ela perca o marido, o pai dos seus filhos, a pessoa que tanto amava e que havia escolhido para passar todos os dias da sua vida ao lado. Nesse momento, como não questionar? Por quê? Apesar de sabermos que tudo tem explicação, não entendemos. Apesar de sabermos que tudo tem um propósito, não acreditamos. E não aceitamos os fatos, tão injustos, que a vida nos impõe.
Chamamos de injusto quando na verdade se trata de transitoriedade. Nada é eterno.
Não estou ficando cética. Apenas passando a acreditar, cada vez mais, que devemos viver o presente. Sem apego ao passado. Sem medo do futuro. É difícil sim. Mas é o que temos a fazer. É o que temos em nossas mãos: o presente.
Amanhã pode não ser. Ou então descobriremos que nunca foi. Amanhã pode não ter mais. Amanhã pode não acontecer. A vida é difícil de entender, nem queira tentar.
E quando olhamos pra trás parece que tudo foi belo, então o hoje nos entristece. Mas seja como ele for, nos mostra uma beleza única, uma nova oportunidade de crescimento. Devemos parar de olhar pra trás. Voltar os nossos olhares na direção certa e seguir em frente.
Às vezes perdemos coisas pelo caminho. Mas não as pessoas. Egoísmo nosso quando as chamamos de meu amor, meu amigo, meu filho... elas nunca são nossas. Ilusão acharmos o contrário. Convivemos com elas, aprendemos e um dia, seja ou não da nossa vontade, nos separamos. Seja lá qual motivo for.
Ainda que doa, ainda que pareça impossível superar, devemos caminhar sem parar. Pois nessa vida tudo se transforma. Até sentimentos. O desejo vira paixão, a indiferença vira solidariedade, o amor passa a ser saudade... Nosso grande desafio é aceitar as coisas como são. Se ruins, não reclamar. Quando boas, sem se culpar. E viver o hoje.
2 comentários:
Nossa, seu blog é realmente incrível, por aqui encontrei textos que me agradam muito e isso foi motivo unânime para que eu te seguisse imediatamente.
Estarei sempre por aqui quando puder !
Parabens pelo Blog..
Passa lá no meu tbm, caso queira ;P
http://essenciaego.blogspot.com/
Abraço Apertado
É triste perder as pessoas que amamos, mais hoje eu consigo ao certo entender que a perca de uma pessoa resulta na VIDA de outra ou em algum ser vivo... Quer um exemplo claro?
Quando morremos disponibilizamos os átomos de cálcio para formar a carapaça de um caranguejeiro, por exemplo... É frio e calculista pensar dessa forma, mais é o que acontece na prática...
Seguindo o blog :)
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Nathacha Phatcholly
www.medicinepractises.blogspot.com
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